As intensas chuvas dos últimos dias têm causado transtornos em vários municípios do noroeste do Estado. Em Ijuí, o rio que dá nome ao município estava nove metros acima do nível normal no final da tarde de segunda-feira.
Segundo o Departamento Municipal de Energia de Ijuí (Demei), a Usina Passo de Ajuricaba, responsável por 16% do abastecimento de energia do município, parou às 17h de segunda, pois as águas atingiram as máquinas, que foram desligadas.
De acordo com Fernando Lucchese, encarregado pelo setor de geração do Demei, a previsão é que, se a chuva der uma trégua, em até três dias a usina volte a operar. Até que a situação se normaliza, o Demei terá que comprar energia da RGE.
A cheia do Rio Ijuí também fez com que algumas famílias do distrito de Itaí, na divisa com Catuípe, tivessem que deixar suas casas e se abrigar nas residências de amigos e familiares.
Em Ajuricaba, o Rio Cachoeira está seis metros acima do nível normal. A forte chuva prejudicou as estradas do interior e as aulas na rede municipal foram canceladas por dois dias, já que os ônibus não conseguem chegar a muitas localidades. No município, 25 famílias tiveram que deixar suas casas e estão abrigadas no ginásio municipal.
A produção leiteira também foi prejudicada. Cézar Sievers, 44 anos, já calcula as perdas com as pastagens, que devem ultrapassar os R$ 5 mil. Ele havia acabado de semear o pasto e os cinco hectares, onde cria 36 vacas leiteiras, foram varridos pela enxurrada.
— Teremos que começar do zero e plantar tudo novamente — lamenta Sievers.
Ele teme que a silagem armazenada tenha sido atingida, aumentado os prejuízos. Piscicultor, ele ainda calcula que 30% dos peixes tenham sido levados com a cheia dos açudes.
Segundo o prefeito Orlando Koller, a situação de Sievers é a mesma de muitos produtores do município. Koller ainda estima perdas de 50% na produção de hortigranjeiros. Na quarta-feira, ele se reunirá com todos os secretários municipais para avaliar perdas e decidir se decretará estado de emergência
Panambi decreta estado de emergência
Em Panambi, a cheia do Rio Fiúza, que chegou a 10 metros acima do nível normal, invadiu cerca de 100 moradias no domingo. No final da tarde de segunda, o rio permanecia quatro metros acima do normal, e seis famílias ainda estavam na casa de parentes e amigos e uma em um abrigo da prefeitura. Aproximadamente 40 índios de São José do Inhacorá tiveram que deixar o acampamento em que estavam e estão abrigados no ginásio municipal.
Com a cheia, eles perderam todos os seus pertences e recebem assistência da prefeitura. Pelo menos cinco bueiros e canalizações tiveram que ser rompidos para dar vasão a água, fazendo com o que o prefeito Miguel Schimitt-Prym decretasse estado de emergência.
Lavouras de soja não foram prejudicadas
A pesar da grande quantidade de chuva, sobretudo no Norte e no Noroeste, é cedo para dizer que houve perdas nas lavouras de soja. Segundo Alencar Rugeri, assistente técnico estadual de soja da Emater/RS , as lavouras não devem ser prejudicadas, pois já estavam prontas para serem colhidas.
— O que pode ter acontecido é perdas em pontos isolados, onde a chuva pode ter varrido lavouras, mas em termos gerais, por enquanto não teremos comprometimento na produção — explica.
Link: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1§ion=Geral&newsID=a3256186.xmlSegundo o Departamento Municipal de Energia de Ijuí (Demei), a Usina Passo de Ajuricaba, responsável por 16% do abastecimento de energia do município, parou às 17h de segunda, pois as águas atingiram as máquinas, que foram desligadas.
De acordo com Fernando Lucchese, encarregado pelo setor de geração do Demei, a previsão é que, se a chuva der uma trégua, em até três dias a usina volte a operar. Até que a situação se normaliza, o Demei terá que comprar energia da RGE.
A cheia do Rio Ijuí também fez com que algumas famílias do distrito de Itaí, na divisa com Catuípe, tivessem que deixar suas casas e se abrigar nas residências de amigos e familiares.
Em Ajuricaba, o Rio Cachoeira está seis metros acima do nível normal. A forte chuva prejudicou as estradas do interior e as aulas na rede municipal foram canceladas por dois dias, já que os ônibus não conseguem chegar a muitas localidades. No município, 25 famílias tiveram que deixar suas casas e estão abrigadas no ginásio municipal.
A produção leiteira também foi prejudicada. Cézar Sievers, 44 anos, já calcula as perdas com as pastagens, que devem ultrapassar os R$ 5 mil. Ele havia acabado de semear o pasto e os cinco hectares, onde cria 36 vacas leiteiras, foram varridos pela enxurrada.
— Teremos que começar do zero e plantar tudo novamente — lamenta Sievers.
Ele teme que a silagem armazenada tenha sido atingida, aumentado os prejuízos. Piscicultor, ele ainda calcula que 30% dos peixes tenham sido levados com a cheia dos açudes.
Segundo o prefeito Orlando Koller, a situação de Sievers é a mesma de muitos produtores do município. Koller ainda estima perdas de 50% na produção de hortigranjeiros. Na quarta-feira, ele se reunirá com todos os secretários municipais para avaliar perdas e decidir se decretará estado de emergência
Panambi decreta estado de emergência
Em Panambi, a cheia do Rio Fiúza, que chegou a 10 metros acima do nível normal, invadiu cerca de 100 moradias no domingo. No final da tarde de segunda, o rio permanecia quatro metros acima do normal, e seis famílias ainda estavam na casa de parentes e amigos e uma em um abrigo da prefeitura. Aproximadamente 40 índios de São José do Inhacorá tiveram que deixar o acampamento em que estavam e estão abrigados no ginásio municipal.
Com a cheia, eles perderam todos os seus pertences e recebem assistência da prefeitura. Pelo menos cinco bueiros e canalizações tiveram que ser rompidos para dar vasão a água, fazendo com o que o prefeito Miguel Schimitt-Prym decretasse estado de emergência.
Lavouras de soja não foram prejudicadas
A pesar da grande quantidade de chuva, sobretudo no Norte e no Noroeste, é cedo para dizer que houve perdas nas lavouras de soja. Segundo Alencar Rugeri, assistente técnico estadual de soja da Emater/RS , as lavouras não devem ser prejudicadas, pois já estavam prontas para serem colhidas.
— O que pode ter acontecido é perdas em pontos isolados, onde a chuva pode ter varrido lavouras, mas em termos gerais, por enquanto não teremos comprometimento na produção — explica.
Comentario: Em minha opinião essa reportagem mostra não somos nós que temos o controle da natureza, mesmo com previsões ela pode mudar, que ate mesmo a chuva que é muito importante para o nosso planeta pode causar muitos estragos. Como no caso acima que muitas cidades foram danificadas e alagadas. Mas acho que também há alguns fatores da sociedade que ajudam a acontecer alagamento, um deles é a construção de casas próximas a corregos e o outro são a quntidade de bueiros intupidos de lixo nas idades. Mas claro que a força e quantidade de chuva tambem são fatores. Por isso acho que deveriamos cuidar mais do espaço em que vivemos e que estejamos preparados para esses tipos problemas que são naturais.